Arquivo da categoria ‘Miscelânia’

80′s Hardcore

Publicado por Macaco Caiçara Em 13 Set 2012

De gosto pessoal, concluí que os melhores álbuns dos anos 80 foram lançados só a partir de ’81. Numa pegada “Alta Fidelidade”, separei os melhores lançamentos de cada ano. Ainda que tenha mais de um lançamento que eu goste muito em determinado ano, defini baseado nos mais significativos a mim. Eis a lista:

 

1981: Minor Threat – Minor Threat

De cabo à rabo, só clássico. Um álbum que influênciou basicamente a todos envolvidos com o punk/hardcore. Sem falar, é claro, na influência ideológica. Tenho uma teoria sobre as segundas músicas de um álbum. Sempre são boas, podem reparar. Às vezes, uma segunda música pode até salvar um disco de ser um completo desastre. E às vezes são tão boas, que merecem o título de melhor música do álbum, que é o caso aqui. Shut your fuckin’ mouth, I don’t care what you say. You keep talking, talking everyday. First you’re telling stories, then you’re telling lies. When the fuck are you gonna realize? That I don’t wanna hear it, know that you’re full of shit.

 

1982: Misfits – Walk Among Us

Em homenagem ao meu nascimento, Danzig resolveu que tinha que lançar algo excepcional. Escreveu as melhores músicas, e tá aí o resultado. Inclusive, seguindo a mesma linha do Minor Threat acima, ele fez questão que a música 2 fosse a melhor também. I turned into a martian. I can’t even recall my name. Times I never hardly sleep at night. I turned into a martian today.

 

 

 

 

 

1983: Agnostic Front – United Blood

Bem diferente do que o mundo iria ouvir anos mais tarde, o primeiro álbum do Agnostic é sujo, crú, direto e reto. Pra alguns, até demais, pra mim, perfeito do jeito que é. E vou além, digo sem pensar duas vezes que é a melhor coisa que eles fizeram até hoje. Tem o Victim in Pain logo em seguida que deixa o páreo duro, mas como competir com um álbum que tem Raybeez na bateria e um hino chamado Last Warning? Aliás, hino esse que teve repeteco no próprio Victim in Pain, né?

 

 

 

1984: 7 Seconds – The Crew

Diz aí, quantos álbuns com 18 fuckin’ músicas você consegue lembrar ser tão influente quanto o The Crew? Quantas bandas conseguiram jogar em um único só álbum tantas músicas boas e com letras sensacionais ao mesmo tempo? Quem me conhece bem, sabe do meu apreço a esse álbum. Simplesmente o álbum que contém “Young ‘Til I Die”, preciso continuar? Não preciso. Dá o play e sorria.

 

 

 

 

1985: Youth of Today – Can’t Close My Eyes

Sinceramente não sei de mais nenhum outro álbum lançado em ’85 que pode competir com esse. É claro que estou falando sobre meu gosto, como escrevi no início desse post. Porém, isso não torna o primeiro álbum do YOT um álbum que só tapou buraco em um ano sem grandes novidades. Can’t Close My Eyes não é nada diferente do que eles iriam continuar fazendo, mas tem aquela pegada “tosca-boa” que só se consegue passar em uma primeira gravação. Alguns diriam que é até um pouco mais agressivo, mais urgente, e eu entendo, é só rolar a faixa-título e perceber o desespero do jovem Cappo em deixar claro que ele não pode fechar a porra dos olhos dele.

 

1986: Dag Nasty – Can I Say

Odeio admitir, mas Dag Nasty foi uma banda que por muito tempo eu não dei a atenção devida, até o dia que realmente ouvi o Can I Say. Agora não lembro mais se precisei daquelas básicas “segundas e terceiras escutadas” até me cativar de vez. Mas o que lembro bem é que uma vez cativado, o álbum virou referência. Can I Say é Brian Baker tirando onda da nossa cara, mandando um recado pra cena, que não só tinha feito parte de uma das melhores bandas de hardcore de todos os tempos, como a partir daquele instante ia lançar um dos melhores álbuns de hardcore de todos os tempos, porém, em um estilo completamente diferente. Can I Say é Dave Smalley e seu vocal inconfundivel. Enfim, Can I Say é simplesmente o álbum que esteve presente como influência pra todas as bandas que montei, depois de ouvir. What can I say?

 

1987: Warzone – Lower East Side Crew

Literalmente uma zona de guerra, esse EP tem uma gravação sofrível, e assumo que não ouvi tantas vezes. Aí tu diz, “what the fuck?”, e eu explico. O lance é que acho de extrema importância destacar esse álbum pelas músicas em si, independente da gravação. Tanto é, que em ’96, como muitos de vocês sabem, eles lançaram uma outra versão do EP, chamado apenas de Lower East Side, e meu amigo… que álbum fantástico! Arrisco a dizer que se tivessem lançado pela primeira vez nos moldes da segunda gravação, ia ficar pequeno pro Don’t Forget The Struggle, que aliás tem a regravação de uma das mais clássicas do Warzone. We’re the crew, positive thinking. We’re the crew, all together. We’re the crew, can’t you see? We’re the crew, we are back!

 

1988: Youth of Today – We’re Not in This Alone

A única figurinha repetida da lista. Veja bem, isso não é conspiração, e muito menos fanatismo. Não fui convertido pelo Raghunath Das, e juro que o Porcell não me pagou um centavo. Simplesmente esse é um álbum que não dá pra ficar de fora. Em ’88 rolou muita coisa boa, mas cá entre nós… que disco é esse? É aquela coisa, se o Minor Threat deu o start, o YOT deu o fatality. We’re Not in This Alone segrega, une, incomoda, influência, mas acima de tudo, marca. …and I know I’m not singing this song alone!

 

 

1989: Gorilla Biscuits – Start Today

Que rufem os tambores! Ou melhor, que toque a trombeta! Enfim o último álbum. Chegamos ao final da década de ’80, e chegamos em grande estilo. Sem dúvida um dos melhores e também mais influentes álbuns do hardcore. Por muitos anos eu considerei o Start Today como meu álbum favorito, e não que eu hoje eu goste menos, porém sabe como é… vamos mudando um pouquinho aqui, conhecendo mais um pouquinho ali, e de repente já fica difícil afirmar com tanta intensidade certas coisas. Agora, o que ainda é possível fazer, é apontar justamente o porquê ter sido por tantos anos o favorito. Acredito que eles conseguiram mesclar com maestria o que algumas outras bandas ensaiavam antes, a mistura do hardcore rápido e agressivo, com a melodia de um punk rock. Talvez um dos primeiros álbuns de hardcore a usar e abusar de oitavas, sem perder a linha. Tem a essência da simplicidade hardcore com um “quê” a mais. Todos os créditos a um gênio chamado Walter Schreifels, que além de cuidar da parte instrumental, ainda escreveu e encaixou letras incríveis. Apenas o disco mais vendido da Revelation Records. ‘Cause what might seem dumb to you, is pounding in my heart.

Deixe-nos mostrar como funciona a democracia…

Publicado por macaco-chefe Em 16 Mar 2012

Acabou de ser lançado o novo LP do PICK YOUR SIDE, chamado ‘Let Me Show You How Democracy Works’.

Começando de onde EP do ano passado ‘Survival Prayer’ parou, ‘Let Me Show You How Democracy Works’ foi gravado por Matt Connelly do Northwood Studios e possui 16 faixas de hardcore brutal e mescla perfeitamente os principais elementos das bandas anteriores dos principais cabeças da banda: Jeff Beckman (Haymaker / Left For Dead ) e Johnny Ibay’s (Fuck The Facts). Embrulhe tudo em uma obras de arte insana feita pelo lendário Ed Repka (Que fez as capas clássicas do Megadeth!), e você tem o que muitos já dizem ser o lançamento de hardcore mais aguardado do ano!

Confira a faixa “Dark Future” que está nesse LP:

ROTTING OUT

Publicado por Skate Kong Em 19 Dez 2011

 

Em 2008 esses californianos, filhos da cidade de Los Angeles, lançaram sua primeira demo, e no ano seguinte seu excelente compacto 7” ‘Vandalized’, e a banda mostrou desde o início ser uma espécie de cria entre Adolescents e Suicidal Tendencies(dos bons tempos).

Tocam de uma maneira bem rápida, com uma progressão de acordes e bases de harmonia bem apertados, guitarras cortantes, sonoridade bem grave de bateria, baixo como se fosse estilhaçar e ainda agregados a um vocal rasgado, são itens que os deixam fora do contexto de outros grupos que tentaram seguir por esse estilo, musicalmente lembrando um pouco seus conterrâneos da extinta banda “Straight Faced”.

Em 2010 a banda praticamente estava por encerrar suas atividades, até que a reformularam com a saída definitiva do vocalista original, que possuía uma agressividade singular em referência ao atual, motivo que até faz com que muitos tenham preferência pela primeira fase da banda, mas quem passou a preencher o lugar do microfone foi o antigo baixista, e que de maneira alguma deixa por menos e faz um ótimo trabalho, mantendo o comprometimento da banda com a música.

Em 2011 finalmente lançaram seu primeiro full lenght, chamado “Street Prowl”, que soa com tremenda energia desenhada como algo entre ‘multidão em cima do palco, braços, socos, chutes hardcore no ar, stage dives’, da uma definição positiva a banda e ao seu nome, que em uma tradução literal para o português quer dizer “Apodrecendo”, que soa perfeito e em antítese acaba por contrastar e demonstrar o quanto a banda sempre esteve em boa forma musical e física, como a mais descompromissada diversão antes de tudo, pura adrenalina.

É perceptível a grande influência sobre eles de Bad Religion, Pennywise e principalmente Descendents na qual ainda existe a suposição que uma música do álbum “Everything Sucks”(1996) serviu para a escolha do nome da banda, na qual tem o mesmo título: Rotting Out.    E essa imagem entrelaçada do bode, pentagrama, truck e rodas de skate, já lança a proposta à que vieram principalmente pra quem conhece e sabe do que se trata a imagem, pra quem não flagra o que é, tá precisando ir andar mais de skate e também se inteirar, comece a busca em Thrasher Magazine, principalmente na área de merch, e como diria a música do The Faction: “Go Skate and Destroy”.

Membros:
Walter – Vocals
Dario – Guitarra
Carlos – Guitarra
Benji – Baixo
Jorge – Drums

Discografia:
- This Is Just a Life – Demo (2008)
- Vandalized – 7″ (2009)
- Street Prowl – LP e CD (2011)

 

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http://bit.ly/t2hcHm

ADOLESCENTS – The Fastest Kid Alive (2011)

Publicado por Skate Kong Em 28 Out 2011

Tratando-se de ADOLESCENTS dispensa comentários, e o novo álbum já mostra o quanto é bom a partir da bela e excelente brutal arte da capa, um perfeito ataque aéreo que antes mesmo da audição já soa como um bom skate punk deve ser.
Uma grata surpresa se tratando de um retorno da banda, e é um álbum perfeito que merece destaque entre os lançamentos de 2011, e literalmente pode-se dizer que está combinando bem com qualquer terreno, skateboard session, party’s, concreto, DJ’s set, pool’s, madeira…

ADOLESCENTS – The Fastest Kid Alive (2011)

1. Operation FTW
2. Inspiration
3. Wars Arent Won
4. One Nation Under Seige
5. Babylon By Bomb
6. Too Fast Too Loud
7. Learning To Swim
8. You Can’t Change The World With A Song
9. Orange Crush
10. Serf City
11. Jefferson Memorial Dance Revolution
12. Tokyo Au Go Go
13. No Child Left Behind
14. Branded
15. Peace Don’t Cost A Thing

 

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http://bit.ly/pvSAqt

Sexo, alface e rock n’roll: Caretas Radicais #2

Publicado por Macaco Caiçara Em 12 Jul 2011

Essa matéria é mais recente, mas acho que vale o registro por aqui de qualquer forma. Se divirtam!

Jules Masse

Publicado por Macaco Caiçara Em 06 Jul 2011

“Letras de hardcore geralmente não eram feitas dando voz à um “personagem”. Letras de hardcore eram pra ser simples, pra que a mulecada pudesse cantar junto num show. Letras profundas não eram o objetivo, dar voz à raiva era o objetivo.” (Jules Masse (Side By Side/Alone in a Crowd), falando sobre a letra “When Tigers Fight”, nesse post aqui do Double Cross)

Reason To Believe

Publicado por Macaco Caiçara Em 04 Jul 2011

Não! Esse não é um post sobre a antiga banda dos caras do Sense Field, supostamente o início do Sense Field. Ontem eu tive um sonho, em que eu e o Macaco Chefe tinhamos uma banda que, por casualidade do inconsciente, chamava Reason To Believe. O pico onde iria rolar o show era legal, com um espaço bacana, mas ainda numa pegada simples, sem palco e tal. Eu pedia um canetão pro Cantinfras, que estava numa banquinha (Caustic), mas eu não conseguia fazer um X na mão porque a tinta tava fraca e a mão meio suada, daí ficou só um borrão no fim das contas. Eu tocava baixo na banda, e o som era rápido, numa pegada Straight Ahead. Já que é início de semana, galera provavelmente ainda meio devagar, desanimada, deixo aqui um vídeozinho pra vocês… uma razão pra acreditar que a semana pode ser boa e divertida!

Talk Is Cheap

Publicado por macaco-chefe Em 26 Jun 2011

Depois de um bom tempo sem atualizações, muitas especulações foram feitas e muitas dúvidas foram levantadas.

“O podcast acabou?”, “O site acabou?”, “Vocês estão numa pior?”, “A chama ainda queima?”, “Is anybody there?”, “Does anybody care?” .

E para que não restem mais dúvidas, pedimos para um de nossos 3 assíduos leitores, o BRUNINHO (baterista do VENDETTA e editor do zine RECLAIM) mandar uma mensagem de como estamos!

Aproveitando, se tem alguém aí que lê os posts, deixem comentários! Já que o macaco caiçara está numa missão de manter vocês cheios de informação e o Macaco 2.0 arranja tempo entre seu Doutorado em Brasília e suas aulas de alemão para fazer reports do hardcore europeu e de novas mídias, você também pode arranjar um tempinho para comentar ! CVM, Comente Você Mesmo! Peace!

Capitol of Punk

Publicado por Macaco 2.0 Em 24 Jun 2011

Hoje recebi um email avisando que o projeto Zeega ganhou o prémio Knight News Challenge 2011 (parabéns!). O Zeega é uma plataforma de html5 para criar documentários interatívos. Buscando mais informações sobre esse projeto eu percebi que uma das pessoas involvidas no Zeega, a Kara Oehler, criou um outro projeto de video que se chama Capitol of Punk sobre hardcore punk em Washington D.C. nos anos 70/80. Check it out: Capitol of Punk.

Caretas Radicais

Publicado por Macaco Caiçara Em 23 Jun 2011

Em Outubro de ’96, a revista Manchete publicava mais uma matéria sobre Straight Edge. Naqueles tempos, tudo era lucro, e qualquer divulgação desse tipo era visto com entusiasmo pela mulecada. Claro, todos tinham noção da forma babaca que a mídia traduzia tudo que era explicado, mas de qualquer forma ainda assim havia entusiasmo quando algo era publicado. Dessa forma, com a vinda da internet, tudo que era publicação desse tipo começou à ser escaneada e compartilhada via e-mail, mIRC e afins. Não foi diferente com essa matéria de 3 páginas, nada novo pra muitos, mas desconhecida pra alguns. Pelo bem do registro hardcore, aqui estão as imagens. Enjoy!

(Clicando nas imagens, bem em cima, não no “SHARE”, como um passe de mágica elas abrem maiores.)

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